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APONTAR O ALVO TEM SEUS RISCOS

 

 

 

 

Quem aponta fica exposto. É natural que se torne, ele próprio, um alvo para atiradores que não gostem ou não concordem com suas opiniões.

Eu sempre soube disso e sempre aceitei estes riscos como sendo parte do processo da mudança, que para mim é mais do que uma questão de evolução do handebol: é questão de sobrevivência da modalidade, no que se refere a competição em alto nível.

 

Um destes tiros foi a  publicação de uma nota, entre mentirosa e arrogante, no site da FPH dando conta de que a chapa fraudada nas eleições passadas – fraude que permitiu a continuidade desta gestão –  havia perdido o processo que moveu contra a FPH, uma inverdade que pretendia legitimar esta eleição, comprovadamente manipulada. Tenho as provas aqui comigo, caso alguém se interesse. Gravações, testemunhos em cartório e extratos bancários.

 

Como, então, a atual diretoria cantou vitória em seu site?

Fez isso porque, mesmo não tendo ganho processo nenhum, impediu que este fosse julgado. Entrou com um recurso alegando falta de mérito: que a chapa que perdeu não tinha legitimidade, já que  não era composta por filiados. Em outras palavras, alegou que a chapa que concorreu referendada pelo departamento jurídico da FPH, não podia sequer entrar com recurso, tinha mais é que aceitar a fraude e ficar quietinha.

A juíza que acatou este absurdo, posteriormente, admitiu ao advogado que nos representa que podia estar errada, que se entrássemos com recurso ela o avaliaria.

Não entramos com este recurso.

 

Por que não?

 

Porque o prazo provável para seu  julgamento seria de dois a três anos, posterior, portanto, às próximas eleições. Quer dizer, a atual diretoria fez um gol com o pé que o juiz não viu, ganhou o jogo e saiu comemorando como legítimo campeão. Não adianta entrar com recurso, o campeonato já acabou

Não é exatamente ético, mas é bem a cara daquele que, no dia da eleição, disse ao Alberto Rigolo: -“ Em política vale tudo, menos perder”.

Imagino que José Sarney deva pensar assim.

 

De qualquer forma, teremos outra eleição logo. Sou e não sou candidato.

Exatamente como na eleição anterior. O nome à frente da chapa era o meu, mas poderia qualquer um entre outros seis, sete. Somos um grupo que pretende trabalhar longe de personalismos, aglutinando idéias. Por isso, tanto faz quem venha a ser presidente, desde que faça parte deste grupo de pessoas que, tendo hoje entre 40 e 50 anos, cresceram dentro do handebol, a ele devem muitos dos melhores momentos de suas vidas e pretendem colocá-lo no lugar que acreditamos lhe seja devido. Se você acha que é uma destas pessoas, basta nos procurar. Tá dentro.

 

Gente que, caso perca ou seja vítima de nova fraude, continuará trabalhando pelo handebol, fazendo mais pelo esporte fora da federação do que a atual gestão faz lá dentro.

 

Gente que acredita mesmo no verdadeiro papel do esporte. Gente que acha que deve ser instrumento nas mãos de Mandela – que é único - e não dos Emilio Médici – estes sim, incontáveis. Quem conhece a história da Copa de 70 e a do Mundial de Rugby vencido pela África do Sul sabe do que estou falando. Pra quem não sabe, conto uma outra hora.

 

O mundial da África é, provávelmente,  a história mais dignificante do esporte em todos os tempos.

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BRASIL, Sudeste, SAO CAETANO DO SUL, Homem, de 46 a 55 anos